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terça-feira, maio 21, 2024
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PM condenado por homicídio segue em liberdade e não foi expulso da Polícia Militar, mesmo quase 10 anos após o crime

Após a grande repercussão e os questionamentos sobre a situação do réu condenado dentro da PM, a Polícia Militar informou que o policial militar Jean Claude dos Reis Apinajé, condenado a 16 anos de prisão por matar o cinegrafista José de Ribamar Carvalho Filho, foi afastado das funções por ter sido considerado mentalmente incapaz.

O Ministério Público do Maranhão, entretanto, afirmou que o policial não chegou a ser expulso, mas sim reformado, que é como se fosse uma aposentadoria. Dessa forma, mesmo após quase 10 anos do crime, ele continua recebendo o salário como PM reformado todos os meses.

O crime pelo qual ele foi condenado aconteceu em novembro de 2014, em Imperatriz, após o PM abordar o cinegrafista em um bar e atirar cinco tiros contra a vítima. O MP informou que a motivação do crime foi por vingança, já que o cinegrafista denunciou o PM por agressão a dois sobrinhos da vítima.

Imagens de Notícias de Imperatriz
Julgamento durou quase 10h

Jean foi levado a julgamento apenas nessa quarta-feira (24). O policial foi condenado por homicídio duplamente qualificado e por um disparo de arma de fogo no muro da casa dos pais da vítima. Apesar de ter sido condenado pelo tiro, o crime prescreveu devido à demora para que o julgamento acontecesse. Dessa forma, ele não responderá pelo disparo e continua em liberdade. O Ministério Público do Maranhão disse que vai recorrer da decisão.

O CRIME

Segundo o inquérito policial, José de Ribamar estava no bar, por volta das 19h30, acompanhado das filhas e de uma amiga, quando o Soldado Reis entrou no local com uma arma na mão e, sem qualquer discussão, apontou a arma para a vítima, que correu até um beco no quintal do imóvel. O cinegrafista foi encurralado e baleado.

Imagens de Notícias de Imperatriz
José de Ribamar Carvalho Filho foi assassinado com cinco tiros

O laudo da perícia apontou que todos os tiros acertaram as costas e nádegas da vítima, comprovando que o ataque não permitiu recurso de defesa.

DEPOIMENTOS

A filha da vítima informou à polícia que, ao se dirigir ao local onde seu pai foi baleado, confrontou com o autor do crime, que ainda chegou a apontar a arma de fogo para ela. Em depoimento, a filha acrescentou que o PM usava capacete, blusa e bermuda pretas, além de ter uma faixa branca no braço direito.

Também em depoimento, o policial admitiu ter uma motocicleta Tornado amarela e uma pistola calibre “.380”, iguais às utilizadas pelo assassino da vítima’. Acrescentou, ainda, ser viciado em drogas associadas a medicamentos psicotrópicos, sob efeito dos quais estava no dia do crime. Ele afirmou também não se lembrar dos acontecimentos ocorridos no dia do homicídio.

Lucas Aquino
Lucas Aquino
Acadêmico de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Membro da equipe de jornalismo do Imperatriz Online.

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