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domingo, fevereiro 25, 2024
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Deslizamento causado por mineradora interdita única estrada de acesso a comunidade no MA

A comunidade da Vila de Aurizona, uma região remota do interior do Maranhão, está novamente sob tensão devido às atividades da Mineradora Aurizona, operada pela Equinox Gold. Um recente deslizamento de rejeitos, ocorrido na manhã de sábado (2), resultou no bloqueio da única estrada que liga a vila, lar de cerca de três mil pessoas, a Godofredo Viana. O incidente não causou ferimentos, mas incitou um protesto durante o qual uma máquina destinada a desobstruir a via foi incendiada.

Uma semana após o incidente, a estrada continua fechada. A comunidade evitou o isolamento total graças a um desvio aberto no último fim de semana, enquanto a prefeitura local e o Governo do Maranhão monitoram a situação. A Defesa Civil isolou a área afetada, e a Mineradora Aurizona aguarda permissão para iniciar a limpeza. Técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente estão avaliando possíveis danos ambientais.

A mineradora declarou que está monitorando a área e aguarda instruções das autoridades para reparar a estrada bloqueada, assegurando estar concluindo análises para garantir a segurança das atividades de mineração.

Este episódio não é isolado. Em 2021, a Vila de Aurizona enfrentou as consequências do transbordamento de uma barragem de rejeitos, que atingiu um rio local e a mesma estrada, levando a contaminações significativas de metais pesados na água e no solo – níveis muito acima dos limites seguros.

O incidente de 2021 resultou em uma ação civil pública na Justiça Federal contra a Mineração Aurizona e o governo do Maranhão, devido aos danos ambientais causados. Além disso, moradores locais relatam danos às estruturas de suas casas, atribuídos ao uso de explosivos para mineração, e expressam descontentamento com a possível perda do acesso principal a Godofredo Viana.

A Secretaria do Meio Ambiente do Maranhão informou que está atuando na fiscalização e redução dos impactos socioambientais causados pelo rompimento da barragem, incluindo a aplicação de multas que ultrapassam R$ 30 milhões à Equinox Gold.

Paralelamente, a Secretaria de Direitos Humanos realizou uma ação conjunta com diversas instituições, resultando em um relatório que contribuiu para os processos judiciais em curso sobre o caso.

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