O maranhão é um dos estados brasileiros com a maior quantidade de hanseníase do Brasil. Mesmo com uma queda no número de casos, em 2019, foram registrados 2.997 novos casos da doença, enquanto que em 2018, foram 3.105 e no Brasil, ao todo, somaram 28.660 casos da doença, de acordo com o boletim epidemiológico do país.

É importante ficar atento aos sintomas e riscos da doença (foto da internet)

A nível regional, Imperatriz continua enquadrada em situação de super endêmica. Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle de Hanseníase, Francisco Cutrim, mesmo com a diminuição de registros, a cidade continua superando o nível aceito para ser caracterizada como apenas endêmica. “Para ser Município endêmico nós precisaríamos ter cinco casos para um grupo de 10 mil habitantes, e já tivemos 23 casos, 32 casos e hoje estamos com 18 e 16 casos, mas ainda na hiperendemia”, afirma Francisco.

No mês passado, foi lançada a campanha Janeiro Roxo, em que foram desenvolvidas projetos de conscientização sobre a doença, e ações de combate a hanseníase no município. Os agentes comunitários de saúde e os de endemias fizeram treinamentos para prestar informações e apoio durante as visitas domiciliares.

De acordo com o Ministério da Saúde, a hanseníase é uma doença crônica e transmissível quando uma pessoa com hanseníase, elimina externamente o vetor característico da doença, infectando outras pessoas suscetíveis. Por isso é importante ficar atento aos sintomas, que são: 

  • lesão(ões) (manchas)  e/ou área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);
  • comprometimento do(s) nervo(s) periférico(s), geralmente espessamento (engrossamento), associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;
  • Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • Áreas do corpo com sensação de formigamento e/ou fisgadas;
  • Diminuição e/ou ausência da força muscular na face, mãos e pés;
  • Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

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