Rayssa Leal, de 11 anos, foi campeã nacional na categoria principal pela 1ª vez no último domingo mesmo sem treinar por causa de pista deteriorada em Imperatriz, no Maranhão, onde mora


Foto: Reprodução / STU OPEN

Fadinha não faz mágica. É o que Rayssa Leal, de 11 anos, quer mostrar nos vídeos que gravou mostrando a falta de condições para treinar em sua cidade, Imperatriz, no Maranhão. A pista deteriorada, cheia de buracos, onde ela treina, está fechada há cerca de um mês. Mesmo assim, ela foi campeã brasileira pela primeira vez na principal categoria no país no último domingo, em São Paulo. A skatista ficou com a prata na última etapa do circuito nacional, segundo seu pai, Haroldo, já prejudicada pela falta de lugar para treinar na segunda maior cidade maranhense.

Conhecida como Fadinha do skate, após um vídeo dela viralizar nas redes sociais, Rayssa foi vice-campeã mundial neste ano, atrás apenas de outra brasileira, Pâmela Rosa. As imagens que consagraram o apelido há quatro anos foram feitas pela mãe, Lilian, quando ela andava de skate vestida de Sininho, personagem das histórias de Peter Pan, nas ruas de Imperatriz. Mas, segundo o pai, o Município não apoia a atleta como eles consideram que deveria.

– A pista que ela treinava é pública. Dessas de cimento, em uma praça da cidade. Mas foi se deteriorando, deteriorando e acabou deteriorando tudo. Ela está sem treinar corretamente desde o Mundial (no fim de setembro). Preferimos preservar a Rayssa do que deixar ela andar naquela pista. Lá tem muito buraco. E olha que estou desde o começo do ano falando com a Prefeitura. Mas eles só me pedem calma – afirmou Haroldo ao Globoesporte.com

De acordo com a Prefeitura de Imperatriz, a pista na Praça Mané Garrincha será reaberta em novembro.

– A pista ficará fechada por mais 20 dias. Está deteriorada porque é antiga e o material não era exatamente o mais apropriado. Infelizmente não há outra alternativa, nem aqui e nem na região. A granítina, que é o material específico para esse tipo de pista, está vindo de Gurupi, Tocantins. Enquanto isso, a estrutura velha está sendo demolida. Repetindo, segundo nos garante o secretário Zigomar Filho, da Infraestrutura, em mais 20 dias a pista estará pronta – respondeu a Prefeitura de Imperatriz por meio de sua assessoria de comunicação.

A primeira alternativa da família Leal para a filha prodígio manter os treinamentos onde eles moram foi firmar uma parceria com um parque aquático da cidade, que cederia um terreno de 30 x 15 metros para construção de uma pista de skate street coberta.

– Eles nos procuraram, foram solidários. Agora estamos vendo com os patrocinadores de construir essa pista até o fim de novembro para ela já treinar em dezembro. Acreditamos que vai ficar cerca de R$ 100 mil, R$ 120 mil – explica o pai de Rayssa.

Enquanto isso, a skatista precisa terminar os estudos e fazer as provas finais do sexto ano no colégio particular onde estuda. A família, porém, já tem um plano caso a estrutura maranhense não atenda ao que a filha precisa: mudar para São Paulo em 2020. A mudança de todos para a capital paulista no em que ela pode garantir a vaga olímpica, entretanto, ainda está sendo debatida por todos que cercam a vida pessoal e também profissional desta criança que já é tratada como candidata a uma medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Matéria retirada do portal Globoesporte.com

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