Feminicídio é tema de seminário em Imperatriz

Série de atividades serão realizadas até o dia 10 de dezembro em comemoração ao Dia Internacional de Violência Contra a Mulher

Texto: G1 Maranhão

A Rede Enfrentamento à Violência Contra Mulher discutiu sobre o feminicídio em um seminário realizado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) na cidade de Imperatriz, a 626 km de São Luís.

O seminário permite que as pessoas entendam sobre o feminicídio, que é a nova qualificação de homicídio e caracteriza o assassinato de mulheres no contexto da violência de gênero. De acordo com a juíza da vara da mulher, Ana Paula Araújo, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio em Imperatriz durante o ano de 2018.

“Todos os órgãos de enfrentamento precisam estar unidos, as medidas precisam ser tomadas. Eventos como esse servem para nos fornecer mais subsídios no sentido de trabalhar o homem agressor para que ele não volte a praticar outros atos de violência e não chegar ao ponto mais grave que é o de morte de mulheres”, explicou.

A palestra abre uma série de atividades que serão realizadas até o dia 10 de dezembro em comemoração ao Dia Internacional de Violência Contra a Mulher que foi comemorado no último dia 25 de novembro.

A delegada do Departamento de Feminicídio da Secretaria de Segurança Pública, Viviane Fontinelle, é a palestrante e afirma que o funcionamento de uma rede de apoio fortalecida pode ser essencial para impedir que ocorram mais mortes de mulheres em razão do gênero.

“Essa mulher tem em volta a disposição de toda uma rede para que ela saia dessa situação, é muito importante que ela tenha coragem para sair dessa situação, mas a gente sabe que não é algo fácil e segundo estudos, a mulher demora cerca de 7 anos para denunciar. A partir do momento que ela tem essa coragem, ela tem todo um aparato para lhe proteger”, contou.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o 5° país com a taxa de feminicídio em uma lista de 83 países catalogados pela OMS. O número de assassinatos chega para 4,8 para cada 100 mil mulheres. A assessora parlamentar, Etelvian Oliveira, contou sobre a necessidade de divulgar sobre as palestras para o público feminino.

“Muitas mulheres ainda não conhecem os seus direitos, muitas pessoas sabem o que fazer diante de tais situações. Então nós precisamos mais do que nunca divulgar mais ainda”, explicou.

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