Há muito tempo recebemos diversas reclamações referentes a limpeza pública, mas ontem (11/11), os limites do bom senso foram absurdamente extrapolados. Os coletores foram proibidos de bater ponto (registrar o horário de entrada e saída) com o intuito de frear o aumento do banco de horas e reduzir, de forma ilegal e desrespeitosa, os pagamentos de hora extra.

A empresa Sellix Ambiental, com sede no Estado do Rio de Janeiro, fatura mensalmente quase meio milhão a mais do que as empresas anteriories recebiam para fazer O MESMO SERVIÇO. Contudo, o nível de satisfação dos funcionários é baixíssimo.

A empresa tinha duas opções legais para resolver o problema citado: remunerar financeiramente as horas trabalhadas ou dar folgas aos funcionários. Entretando, os colaboradores da Sellix Ambiental estão proibidos de registrar suas horas trabalhadas. A ordem, que veio do Estado do Rio de Janeiro, é que eles só voltem a registrar suas presenças no dia 1° de dezembro.

Mesmo submetidos a esta condição completamente desumana, os funcionários continuam inibidos e com medo de perderem seus empregos e ficarem sem condiçoes de dar sustento às suas famílias. Entrei em contato direto com os coletores e eles argumentaram que a Sellix Ambiental provavelmente deixará a cidade em dezembro, e essa seria uma manobra da empresa para reduzir custos com os direitos trabalhistas dos funcionários.

Nosso povo está sofrendo, e não é de hoje! Repito: há quase 6 meses estamos recebendo diversas denuncias, a maioria delas enviada pelos filhos dos colaboradores. Será que nas cidades cariocas o tratamento da empresa com os funcionários é o mesmo? Será que a Prefeitura está ciente desta situação? Creio que não. Ministério do Trabalho, Ministério Público, Prefeitura e Câmara Municipal, POR FAVOR, investiguem esse caso!

 

Josué Costa Lima / Imperatriz Online

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