Veja o que fazer para ir bem na reta final de estudos para o Enem

Texto: Fernanda Uehara

São Paulo, outubro de 2018 – O candidato ao Enem, em sua maioria, está na transição para a vida adulta. A educação da criança e do jovem usa um modelo expositivo-passivo, em que o professor “transmite” o conhecimento ao aluno, mas neurologicamente não é assim que o ser humano aprende.

É comum que se trate os conceitos de aluno e estudante como se fossem os mesmos, mas não são. “Aluno é quem assiste aula, estudante é quem estuda. Então, no fundo, todo estudante é autodidata. Quando estuda só, a velocidade de aprendizagem é, em média, mais que o dobro da do aluno em sala de aula”, explica Victor Maia, CEO de uma plataforma digital de estudos.

O especialista aponta que, para ter um aprendizado efetivo, o primeiro e principal ponto é assumir o protagonismo da preparação. Nenhum candidato se beneficia de aulas presenciais, se não tiver disciplina. Aulas expositivas são populares porque trazem ao aluno a sensação de aprendizagem, uma ilusão de competência. O aluno acompanha o raciocínio do professor, no entanto, ao tentar sozinho, não consegue repetir os passos e se frustra com o estudo. Porém, na verdade, o aprendizado só se dá nesse segundo momento.

O segundo é usar o tempo de forma racional. O candidato precisa dividir seu tempo entre as disciplinas, considerando a relevância na prova, a dificuldade de aprendizagem e suas proficiências. Ele deve estudar mais o que cai mais, o que ele sabe menos e o que é mais fácil de aprender. É raro que o estudante tenha esse tipo de autocrítica. Via de regra, seguem o fluxo dos cursos, o que é péssimo. Cada indivíduo tem um plano ideal e é impossível determinar isso isoladamente. Nós utilizamos inteligência artificial para, por meio de avaliações frequentes, alocar o tempo de estudo entre as disciplinas e também entre teoria, prática e revisão, de forma que o aluno siga a trilha dos ex-usuários mais bem sucedidos.

O CEO aponta que, mesmo que a plataforma seja focada em quem busca estudar para concursos, o sistema também ajuda quem quer estudar para o Enem. Com um curso de português 100% gratuito (www.portuguesconcursos.com.br), incluindo toda a teoria e as questões, o candidato melhora sua proficiência com a disciplina e aprende a estudar de forma eficiente. Além de se preparar para quase um quarto das questões da prova do Enem, um português afiado é a chave para aprender as demais disciplinas e para fazer uma boa redação.

E agora, como estudar?

Muita gente cria planos de estudos que só funcionam no papel (que aceita qualquer coisa). A preparação ideal precisa ser persistente e exequível. Victor Maia aponta três condições para que isso aconteça:

1) Você precisa saber onde está e aonde vai;

2) Saber se está no caminho certo a todo momento;

3) Ter metas de estudo adaptadas ao seu conhecimento e à sua disponibilidade.

Segundo o especialista, agora, na reta final, o candidato já deve ter resumos próprios de todos os assuntos. Assim, a resolução massiva de exercícios passa a ditar quais conteúdos devem ser revisados. Ele deve, ao errar (ou não lembrar) uma questão, buscar a explicação nos seus resumos e só recorrer ao material didático formal caso não encontre. Com isso, o próprio material de revisão fica constantemente atualizado nos pontos mais importantes e que especificamente tem mais necessidade de revisar.

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