Manaus registra crescimento do sarampo de mais de 280% nas últimas semana

Texto: Michel A. Gildin Acherboim

A região Norte do país tem uma nova preocupação: uma possível epidemia de Sarampo que assusta a população das cidades da região, especialmente as que fazem fronteira com a Venezuela, país em que houve um surto do vírus no segundo semestre de 2017. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, Semsa, já passam de 100 casos suspeitos e em investigação da cidade.

Em 2016, o continente americano foi o primeiro do mundo a receber o certificado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) de que estava livre do sarampo. No entanto, desde os primeiros indícios em Roraima e Manaus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o Brasil é o segundo país com possibilidade de infecção devido ao fluxo de imigrantes venezuelanos.

Ainda de acordo com a OMS e OPAS, a melhor forma de prevenção do Sarampo se dá através da vacinação, de modo a manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em todos os municípios. Em Manaus, uma primeira vacinação foi aberta para crianças de seis meses a 5 anos
na última semana.

O sarampo é uma virose aguda provocada por um vírus, transmissível e extremamente contagioso, caracterizado por febre, marcas, coceira na pele, e sintomas respiratórios. Apesar de muito comum na infância, pode acometer indivíduos adultos.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus pode ser transmitido de quatro a seis dias antes das marcas aparecerem no corpo e continuam se espalhando até quatro dias após o surgimento dos sinais na pele.

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