A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro e toda a medula espinhal, e, geralmente, é provocada por vírus, fungos ou bactérias. Outros fatores também podem desencadear num quadro de meningite, como alergias a determinados medicamentos, alguns tipos de câncer e também inflamações.

CAUSAS

A meningite viral pode ser causada por diversos tipos de vírus e é a forma mais comum e menos perigosa de meningite, pois muitas vezes nem exige tratamento. Os vírus causadores da meningite podem ser transmitidos via alimentos, água e objetos contaminados, sendo mais comuns entre o fim do verão e o começo do outono.

Já a meningite fúngica, apesar de ser a menos comum, pode levar ao quadro crônico da doença. Às vezes seus efeitos podem ser similares ou até idênticos aos da meningite bacteriana, por isso inspira cuidados, mas não é contagiosa de pessoa para pessoa.

Meningite bacteriana é a mais grave de todas. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. Pode acontecer, também, de a doença ser desencadeada após uma infecção no ouvido, fratura ou, mais raramente, após alguma cirurgia. As bactérias capazes de transmitir a doença são:

– Streptococcus pneumoniae (pneumococo): Essa é a mais comum entre todas as bactérias que transmitem meningite. Ela também pode causar infecções no ouvido e até pneumonia. Existe uma vacina disponível para reduzir a ocorrência da infecção por essa bactéria.

– Neisseria meningitidis: Outra bactéria bastante comum, essa se espalha pela corrente sanguínea após uma infecção no trato respiratório e é extremamente contagiosa. Afeta principalmente adolescentes e jovens adultos.

– Haemophilus influenzae: Esta bactéria costumava ser a principal causa de meningite em crianças, no entanto, sua ocorrência foi controlada e reduzida por meio de vacinas. No Brasil, a vacina contra a meningite causada por essa bactéria faz parte da cartilha obrigatória de vacinação na infância.

– Listeria monocytogenes: A maioria das pessoas expostas a essa bactéria não manifestam sintomas, mas mulheres grávidas, pessoas com imunidade comprometida, recém-nascidos e idosos são mais suscetíveis à esse tipo de meningite. 

FATORES DE RISCO

– Idade: meningite viral costuma afetar crianças de até cinco anos, mas a forma bacteriana da doença geralmente atinge adultos na casa dos 20;

– Viver em grandes centros urbanos e frequentar ambientes fechados e cheios de pessoas também podem aumentar os riscos de contrair meningite;

– Gravidez: mulheres grávidas têm maiores chances de contrair listeriose e também a meningite bacteriana causada por Listeria monocytogenes;

– Sistema imunológico comprometido: pessoas com baixa imunidade correm maiores riscos de apresentar meningite também, a exemplo de portadores de HIV ou diabetes e usuários de drogas injetáveis.

SINTOMAS MAIS COMUNS

Em adultos os sintomas mais comuns são: febre alta, dor de cabeça forte, náusea e vômito, rigidez do pescoço com intensa dor que dificuldade em encostar o queixo no peito, confusão mental, intolerância à luz e ao ruído, cansaço excessivo ou até convulsão.

Nos bebês, os sintomas mais comuns são: febre alta, irritabilidade ou sonolência, choro agudo, pode haver convulsões, a moleira pode torna-se tensa ou apresentar-se estufada,

FORMAS DE TRANSMISSÃO

A meningite é contagiosa e pode ser transmitida através do contato com gotículas de saliva do indivíduo contaminado através da tosse, espirro ou fala.

O vírus não consegue sobreviver no ar e, portanto, é necessário um contato mais íntimo com o paciente para que um outro seja infectado. Beijos na boca e de língua são um meio propenso para se pegar meningite, mas isto só ocorre se o indivíduo não for vacinado contra a doença. Aperto de mão, abraços, partilhar objetos pessoais e permanecer menos de 6 horas em contato com o paciente não trazem risco a saúde.

A meningite viral é mais comum no verão e a meningite bacteriana é mais comum no inverno. No entanto, existe um tipo mais grave dessa doença que é causado pelo vírus da herpes, chamada meningite herpética.

COMO SE PROTEGER

A prevenção de alguns tipos de meningite pode ser feita através da vacinação que ocorre em 3 doses ainda na infância. Bebês devem receber a primeira dose da vacina para prevenir a meningite com 1 mês de vida, e as outras doses aos 3 e aos 6 meses ficando imunes contra as formas mais comuns da doença.

Porém, como ainda não existe uma vacina para cada micro-organismo que possa provocar a meningite, recomenda-se evitar o contato com indivíduos diagnosticados com a doença.

DIAGNÓSTICO DE MENINGITE

O diagnóstico de meningite pode ser feito pelo especialista tendo como base o histórico do paciente, um exame físico e alguns exames específicos, como:

– Coleta do líquor (LCR), através de punção lombar para retirar uma pequena quantidade de líquido presente na coluna por meio de uma agulha;

– Cultura de sangue, em que uma amostra de sangue do paciente é enviada para laboratório, onde é realizada uma cultura de microrganismos, em especial de bactérias;

Exames de imagem, como raio-X e tomografias, procurarão por sinais de infecção pelo corpo;

TRATAMENTO

O tratamento para a meningite depende da sua causa, podendo ser tratada com a toma de antibióticos, anti-virais ou corticoides em meio hospitalar. Alguns remédios que podem ser utilizados na meningite bacteriana são cefotaxima e ampicilina, ou aciclovir, no caso da meningite viral, e dependendo da gravidade da doença, o paciente pode ser mantido na Unidade de Terapia Intensiva.

O tratamento deve ser iniciado prontamente para diminuir o risco de complicações. O tempo de duração do tratamento da meningite é de aproximadamente 5 a 10 dias, e nas primeiras 24 horas do tratamento, o indivíduo deve ser isolado para evitar a transmissão da doença para outros.

Com informações do Portal Scientia, Terra e UOL.

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