A ocasião foi o pontapé inicial da Campanha Novembro Azul, que irá debater, principalmente, os custos dos novos medicamentos no tratamento da doença

Médicos de Imperatriz que cuidam da saúde do homem, principalmente nos casos de doenças oncológicas, estiveram reunidos na noite de ontem, 04, no Ritz Restaurante, para debaterem sobre os novos procedimentos nos casos de câncer do sistema urológico. A ocasião marcou o início das discussões abordadas na Campanha Novembro Azul. Os custos nos novos procedimentos foi o principal assunto.

De acordo o cirurgião-oncológico, Evandro Junior, médico do Centro de Tratamento do Câncer de Imperatriz – Oncoradium e que iniciou o debate, já existem novas terapias que proporcionam maior tempo de sobrevida em casos avançados, mas que as novas tecnologias, principalmente em medicamento, ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde – SUS do mundo inteiro.

 

“Nesse encontro mostramos as atualizações do Congresso Americano e Europeu de Oncologia, no que diz respeito ao tratamento do câncer no sistema urológico. Hoje em dia temos um cenário onde as usamos cada vez mais cedo na terapia no paciente, o que traz mais chances de cura. Nos casos em que a doença está avançada, o paciente tem tempo de sobrevida maior. Nossa preocupação é que alguns medicamentos de custo elevado possam ser disponibilizados pelo SUS, o que facilitará o tratamento”, informa o médico Evandro Junior.

 

Atualmente os pacientes do Brasil inteiro, cujo tratamento é custeado pelo SUS, têm dificuldade no acesso de algumas medicações, que são de altíssimo custo. Porém, ainda de acordo com o cirurgião-oncológico, essa barreira foi vencida para as mulheres com câncer de mama e, com o debate e união de várias instituições, esse benefício pode ser conseguido também para os homens.

 

“É uma discussão a nível mundial, onde a abordagem é como fazer para tornar mais barato o acesso a esses medicamentos. Essa pendência envolve o Governo, Ministérios da Saúde e Indústria Farmacêutica. Até agora os pacientes do SUS têm acesso apenas aos medicamentos tradicionais, mas tivemos grandes avanços no tratamento de câncer de mama, por exemplo. É o que queremos para os homens também”, explica Evandro.

 

“O alerta é para que pacientes, governos, médicos e sociedade civil se reúnam em debates para que os tratamentos em doenças urológicas também sejam incorporados no SUS. É um processo que demanda tempo e discussões orçamentárias, mas que é possível”, finaliza o cirurgião-oncológico.

 

Câncer de próstata – De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – Inca, a estimativa para o ano passado era mais de 61 mil novos casos no Brasil, o que poderia gerar mais de 13 mil homens mortos pela doença.

Por: James Pimentel/ascom

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